sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Corrida Night Run 5K - Campinas-SP 14/09/2013




Um ano atrás coloquei na cabeça que seria um corredor de rua. Superar os meus limites, vencer desafios, alcançar glórias pessoais, tudo isso era o que passava pela minha cabeça quando decidi correr. Perder uns quilos e cuidar da saúde também estava no "pacote".

Descobri muita coisa daquele tempo para cá. Descobri que para ser um corredor de rua você precisa colocar metas na sua vida. Correr por correr, pelo menos para mim, acaba virando rotina, e rotina é tudo que eu não quero para minha vida.

Então coloquei metas. A minha primeira foi correr por fora da Lagoa do Taquaral, algo que sempre pensei ser  impossível para mim e os meus cento e poucos quilos na época. Não, eu não corri com mais de cem quilos, eu emagreci vinte quilos antes de fazer a prova, a minha primeira e inesquecível prova; a Corrida Integração.

A Galera do Clube da CoRRida em peso na Night Run
Depois dessa, vieram outras provas; de 6K, 8K e 10K.  Provas mais do que especiais para mim, que carrego-as comigo na minha memória. Se quiser saber é só ler alguns posts anteriores.

Porque estou falando tudo isso? Ora, não faz sentido você apenas treinar e não participar de nenhuma corrida, assim como também não faz sentido, você não treinar e querer participar de uma prova. 

Nesse segundo semestre  coloquei mais uma meta para o meu "curriculum" de provas: A São Silvestre.

Tenho treinado para isso. Apesar que esta semana faltei nos treinos, por motivos pessoais e profissionais, foi "aquela" semana que todo mundo tem pelo menos uma vez por ano. 

E participar de algumas provas na "pipoca" também faz parte do treino. E foi assim que participei no dia 14 desse mês da prova Night Run. 

Companheiros de CoRRida
Apesar de ainda preferir a luz do Sol para correr, participar de uma prova as 20h de um sábado, tem seu gosto especial. Primeiro que a organização é muito boa. Muita gente, muita música e muita luz, ou seja animação é o que não faltava. Segundo que a corrida foi praticamente no "quintal" da minha casa, a largada ficava um pouco mais de 2k de distancia, a principio a idéia era ir a pé e chegar pré aquecido. Porém de última hora acabei indo com meu primo de carro.

Cheguei na tenda do Clube da CoRRida por volta das 19h20min, quis chegar um pouco mais cedo para pegar o alongamento e o aquecimento e também para colocar as meias de compressão, que por serem um pouco apertadas leva um pouco de tempo para vesti-las. 

Depois de tudo pronto, alongado e aquecido, fomos para a largada. Um "mar" de gente e a música alta contribuíram para que a minha adrenalina começasse a subir, e confesso a você que é uma sensação muito boa, havia treinado bem na semana, estava muito confiante no meu condicionamento. 


Quem disse que corrida é um esporte solitário? Meu amigo Wilson.

De repente, começamos a nos mover (você se move sem você querer, em meio da multidão) estava dada a largada. E é nesse momento que começo a me concentrar. Faço a minha oração agradecendo pela oportunidade de estar naquele lugar e pedindo proteção para não me lesionar durante a prova.  Então fixo meus olhos num ponto qualquer e começo a correr, ouvindo apenas as batidas do meu coração e prestando atenção nas minhas pernas, como elas estão reagindo durante a corrida.  É quase um "transe". De vez em quando, olho para os lados para ver se estou correndo com algum conhecido, mas a maior parte do tempo sou eu conversando comigo mesmo. Eu contra aquela voz interior dizendo que  não irei conseguir.

Como disse, estava me sentido muito bem, e isso me ajudou a começar os primeiro quilometro num ritmo bom. Os meus primeiros 2km é o que dizem como vai ser o restante da minha prova e logo vi que seria uma prova muito boa. Optei por correr 5K apenas, percebi que as duas vezes que me lesionei, foram logo depois de provas de 10K, talvez o meu condicionamento estivesse bom para uma prova de 10k mas a musculatura da minha perna, não.

Se tem algo que me deixa feliz, é participar de provas.
Passado os dois primeiros quilômetros, chegou a única subida da prova, uns 250 metros de elevação média, a produção da prova foi muito bacana, porque nesse ponto mais difícil, eles colocaram um telão e umas caixas de som que deram um incentivo maior para os corredores, infelizmente não vou lembrar  qual música tocava na hora, mas ajudou bastante naquele momento.  Passado essa subida, os 2,5k restantes foram tranqüilo, eu no meu ritmo, curtindo aquela noite super agradável, ao lado de centenas de pessoas com o mesmo objetivo que o meu, cruzar a linha de chegada.

Fiz num tempo muito bom, como não estava inscrito oficialmente para a prova, no meu relógio marcou 34minutos. O meu melhor tempo tinha sido 33minutos, isso o ano passado quando estava correndo bem (para os meus padrões).

Terminei a prova e voltei para casa caminhando com um sorriso no rosto e um sentimento de dever cumprido.  São esses momentos que faz valer a pena todos os treinos, no frio, debaixo de chuva,  dormir e levantar cedo, manter uma alimentação balanceada. Disciplina, determinação e foco são coisas essenciais para se obter resultados. E que venha a São Silvestre.




Mais uma medalha para a coleção!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Primavera de Esperança.





Finalmente, parece que mais um inverno se foi. Pelo menos não ouvi mais falar das famosas "frentes frias vindo do sul" nos meios de comunicação.

Sinceramente, por mais que eu fale de compromisso, dedicação e disciplina, treinar no frio, para mim, é algo além dos meus limites. Sinto muito, mas frio é a minha fraqueza. Principalmente porque costumo ir aos treinos caminhando, e o lugar, para quem não conhece a Lagoa do Taquaral aqui de Campinas, fica numa região mais baixa do que a minha casa. Portanto a medida que vou descendo a avenida em direção ao treino a impressão que tenho é que a cada passo a temperatura cai um grau, quando chego no treino já estou congelado. Sem falar que se eu tomar muita friagem fico com uma tosse que demora no mínimo uns 15 dias para passar e convenhamos que correr com tosse é algo completamente inviável. Concluindo, correr no frio, por mais que eu goste de corrida, é algo que está além da minha capacidade, espero um dia poder superar isso, mas por enquanto não.

Neste momento estou escrevendo com uma compressa de gelo na minha perna, não, não estou lesionado, é apenas algo que tenho feito todo final de treino para prevenir alguma inflamação, independente se estou ou não com dor. E por falar em dor, isso é algo que não sinto a muito tempo. 

O fato de não sentir mais dores tem me deixado muito animado. A cada dia que passa, a cada treino,  sinto-me melhor, mais forte e mais resistente. Essa evolução física acaba refletindo de maneira positiva no meu psicológico e isso é uma das maravilhas de correr, o aumento da auto-estima.

Como disse na postagem anterior, no mês passado, recomecei praticamente do zero. Hoje estou quase 8kg mais magro e pretendo até o final do ano, perder no mínimo mais oito quilos, para correr bem a São Silvestre. 

Me perguntam como consegui eliminar esse peso em um mês. A resposta é simples, tomei vergonha na cara. A dieta também não tem nada de especial, é aquilo que todo mundo sabe e que vive passando no Globo Repórter quase toda sexta-feira: Diminuir doces, parar com frituras e embutidos, maneirar na carne vermelha, cortar da sua vida refrigerantes e fast foods. Comer alimentos saudáveis e integrais e que tenham bastante fibra, são coisas que ajudam muito também.  

É claro que nem preciso dizer da importância de passar por um profissional antes de adotar qualquer dieta por mais simples que seja. A importância de um(a) nutricionista,  é que além de você fazer uma dieta correta e especifica para sua necessidade, você também faz a dieta de maneira consciente, o que ajuda nos momentos mais difíceis, quando por exemplo; você se depara com  aquele bolo de chocolate delicioso na sua frente e consegue dizer "não" para ele.  Saber o "porquê" você está fazendo a dieta é sempre melhor do que simplesmente fazer por fazer.

Essa semana vai haver a corrida Night Run, como o nome mesmo diz, é uma corrida noturna também realizada em volta da Lagoa do Taquaral, corrida que optei por fazer na "pipoca", (apesar da camiseta ser muito legal), resolvi que não pagarei mais corridas onde o percurso seja em volta do parque. Não vale a pena pagar para correr em um lugar onde corro mínimo, três vezes per semana. 

E essa semana, começa para mim, os treinos "psicológicos" para esta corrida. Esses treinos são muito importantes, porque são eles que me darão confiança na hora da corrida. Como funciona? Simples; hoje o percurso foi o mesmo que vai ser no dia da prova. Simplesmente imaginei-me no dia da corrida. Resultado:  Quase 5K em um pouco mais de 32min. Uma média de 6:49 min/km.  Um tempo que não fazia desde o ano passado. E olha que esse tempo podia ter sido um pouco melhor se eu não tivesse  caminhado uns 200 ou 300m devido a baixa umidade do ar. A minha garganta secou o que dificultou o meu ritmo na respiração. Mas pode-se dizer que estou muito feliz com o resultado de hoje a noite.

Também hoje, experimentei as meias de compressão. No começo, elas parecem ser um pouco apertadas, mas acabei me acostumando com elas, tive a impressão que fiquei com as pernas mais firmes o que me deixou muito confortável para correr e forçar um pouco mais nas passadas. Pretendo usá-la no próximo treino e também no dia da corrida Night Run.

Para finalizar, quero dizer que tenho a esperança e  o pressentimento de que essa Primavera que se aproxima será muito florida, e que essas flores irão enfeitar o meu caminho até final do ano, onde poderei realizar um dos meus grandes sonhos: correr a São Silvestre.

O meu próximo post será falando como foi a corrida Night Run. Até lá.



sábado, 24 de agosto de 2013

Resumo do Semestre - Recomeço




Antes de mais nada, peço desculpas para você que me acompanha neste singelo veículo de comunicação. Desculpe a minha ausência, afinal, o meu último post foi em Março e de lá para cá muita coisa aconteceu. Coisas boas e infelizmente coisas ruins também.

E essas coisas ruins fizeram com que eu desanimasse até mesmo para continuar escrevendo aqui neste espaço dessa difícil vida de corredor de rua amador. Mas vamos falar das coisas boas primeiro. Farei um resumo do que aconteceu até o momento.

CORRIDA OBA - CAMPINAS 8K

No dia 07 de Abril participei da Corrida Oba, percurso de 8K. Estava recuperado da minha canelite do começo do ano. Essa corrida seria uma pré preparação para a Corrida Tribuna em Santos no mês seguinte. 

O tempo mais uma vez estava mais do que favorável, nublado com direito a uma pequena chuva no final da corrida para "lavar a alma". Sem dúvida foi uma das melhores corridas que participei aqui em Campinas, em matéria de infra-estrutura e organização, tudo fantástico. O percurso saía da já conhecida Lagoa do Taquaral e se estendia pela Av. Norte-Sul um "bate e volta" de quase 8K no total. A maioria do trajeto totalmente plano, apenas no quilômetro final uma subida de talvez 200 ou 300 metros.

Terminei esta prova com o tempo de 58min26s, foi uma prova muito tranquila, fiz ela todinha em ritmo confortável sempre me guardando para o final, principalmente para a subida. Estratégia que faço nas corridas, já que a minha prioridade é chegar sem caminhar, sem me importar com o tempo.

Uma das coisas que me marcaram nessa corrida, foi justamente no trecho mais difícil, eu estar ouvindo Highway to Hell do AC/DC no meu fone de ouvido. Foi digamos, algo inspirador.

Com certeza é uma das provas que participarei em 2014.

CORRIDA TRIBUNA- SANTOS 10K

Essa com certeza foi a minha corrida mais esperada do primeiro semestre.  Estava confiante pelo resultado obtido na Corrida do Oba, afinal quem corre 8K corre 10K (só que não).

Assim como as outras corridas fora da cidade, eu e o pessoal do Clube da CoRRida fomos de fretado. Saímos de Campinas de madrugada. Apesar de precisar descansar um pouco mais durante a viagem, dormir foi impossível. A adrenalina já estava bombando na corrente sanguínea.  O máximo que consegui foi fechar os olhos e tentar relaxar e concentrar.

Chegamos em Santos por volta das 7h a largada era as 8h. O que mais me impressionou foi o numero de pessoas. Muita gente, acho que perto de 18 mil inscritos, era um "mar" de gente.

Foi uma corrida maravilhosa, com direito a DJ e Banda de Rock, um percurso muito divertido. 

A única coisa que não estava divertida eram as minhas pernas. Lembra quando eu disse que quem corre 8K corre 10K. Não foi nada disso. Quando estava me aproximando do km7, comecei a sentir as minhas pernas, pareciam que começavam a queimar, logo lembrei da minha "canelite". Cada passo era uma "martelada" em minhas pernas e a dor ia se intensificando com o passar dos quilômetros. Nessa hora tentei me concentrar mais ainda e tentar ignorar a dor, afinal, faltavam um pouco mais de 2k.

A reta final foi a beira-mar, uma paisagem muito bonita, e o legal de tudo isso é que a todo momento haviam pessoas nas ruas assistindo e torcendo, e isso ajuda demais. Nesse momento a minha amiga Fernanda Zogbi havia me alcançado novamente, ela que me acompanhou por quase todo o percurso, havia ficado um pouco atrás em algum posto de água. Agora estava ao meu lado. E foi graças a ela que me deu forças para cruzar a linha de chegada.  Realmente foi umas das minhas provas mais incríveis até agora.

 Um momento que me marcou nessa corrida, foi um pouco antes da largada, quando recebi uma mensagem de texto no meu celular que dizia o seguinte:

  "Todos os dias na África, uma gazela acorda e sabe que precisa correr o mais rápido do que o leão mais veloz ou será morta. Todas as manhãs  um leão desperta e sabe que precisa correr mais rápido que a gazela mais ágil ou morrerá de fome. Não importa se você é um leão ou uma gazela, quando o Sol nascer, é melhor que você esteja pronto para coRRer".

Juro que passei os três últimos quilômetros da corrida repetindo essa frase na minha cabeça, me emociono até hoje quando leio esse texto.

Terminei essa prova em 1h14m12s. 

O INVERNO

Depois disso, chegou o inverno. E junto com ele, as dores nas minhas pernas. Dessa vez não era apenas em uma e sim nas duas. O frio e a dor (pela segunda vez)  e alguns problemas pessoais, me desanimaram muito. E o fato de não conseguir correr ajudou com que eu engordasse 8kg, voltando ao meu peso de quando eu comecei a correr a um ano atrás. Confesso que a vontade de parar com tudo foi muito grande. Estava colocando um fim na minha carreira de corredor de rua amador.

PROJETO S.S.

Conversei com meu treinador Halim, e ele convenceu-me a continuar e a criar novas metas para os meus treinos. No dia primeiro de agosto dei inicio ao Projeto São Silvestre. Voltei a treinar com mais regularidade. Voltei para estaca zero, mas tenho feito mais caminhadas, trabalhado mais a musculatura das pernas e uma dieta que a minha amiga nutricionista Gabriela Kaiser me passou e tenho seguido à risca. Resultado até agora: Eliminei 5kg e hoje fiz um dos melhores treinos, principalmente porque não senti dor nenhuma durante a corrida. 

No 31 de Dezembro de 2014, estarei correndo os 16K da São Silvestre. 

O meu desejo é continuar correndo. Para ser mais específico,meu desejo é terminar uma maratona. Isto está longe? Não sei. Um passo por vez, um quilômetro por vez.

Todos os dias aprendo uma coisa nova com a corrida. Aprendi que correr não é apenas um hobbie, uma simples atividade física. Correr é um estilo de vida, não tem como ser meio corredor. Se você quer correr, então tem que deixar isso entrar na sua vida, tomar seu espírito. A vida de um corredor como em todo percurso de uma corrida, tem seus altos e baixos, momentos fáceis e momentos mais difíceis,  estou saindo de um difícil agora, gostaria de não passar por mais nenhum, mas são esses momentos que me fortalecem, serão esses momentos difíceis que eu vou me lembrar quando cruzar a linha de chegada e  então vou poder bater no peito e dizer: "Venci!' Assim como venci a subida da caixa-d'água, assim como venci a minha primeira corrida de 5K na Integração e tantas outras provas que participei. E esse  sentimento não tem como explicar, só quem cruza uma linha de chegada sabe do que estou falando. 

Não corro para buscar respostas para a vida, a corrida já é a resposta.

Até a próxima.





segunda-feira, 18 de março de 2013

Só Tememos Aquilo que Não Conhecemos








Desde que me conheço por gente sempre fui ávido leitor em história em quadrinhos. Quando criança passava horas entretido com a Turma da Mônica e Disney, depois, na minha adolescência passei a ler Marvel, conheci os famosos X-Men  e de lá pra cá, não parei mais. Tenho pilhas e pilhas de revistas, que não sei nem mais onde guardar, qualquer dia monto um Sebo.

E foi lendo uma dessas histórias que guardei uma frase que o líder da equipe de mutantes, Ciclope, respondeu quando foi perguntado porque os humanos odiavam tanto os mutantes e ele respondeu: " Eles não nos odeiam. Apenas temem aquilo que não conhecem."

Guardo essa frase comigo até hoje. Tememos aquilo que não conhecemos.

Deixando os mutantes um pouco de lado, ontem participei de mais uma prova, a minha segunda este ano. Revezamento Track&Field 21K. Como foi uma prova de revezamento, participei de um quarteto. Eu, Renata, Fernanda e a Roberta amiga da Fernanda.  Cabia a mim, correr 5K, para ser exato 5.250 metros (em uma corrida, 250 metros fazem diferença).

A Equipe: Eu, Renata, Fernanda e Roberta
Apesar de ser 5K uma distância que faço com certa tranqüilidade, o que me preocupava era o percurso. A prova foi realizada nas redondezas do Shopping Iguatemi Campinas, a largada foi do estacionamento do shopping  e passava pelas ruas vizinhas, o problema era a o relevo do percurso, com três subidas sendo uma longa e suave e duas curtas mas bem íngremes.

Saber disso me dava um certo desconforto, pois estava com bastante receio de não conseguir fazer essas subidas. Na verdade estava meio traumatizado com a última corrida (Corrida da Lua) onde tive que parar faltando uns 300 metros para final, porque minhas pernas "travaram" em uma pequena subida. Estava com medo que isso se repetisse.

Ao chegar no Shopping, o frio na barriga aumentou ao ver o nível dos participantes. Como não havia a opção caminhada, apenas corrida, percebia-se facilmente que a grande maioria eram pessoas jovens e acostumadas a correr. 

Bastante gente no evento.
Quanto a organização do evento, só tenho elogios. Para não falar que tudo foi perfeito, tive um pequeno  contra-tempo, para chegar ao shopping, já que o caminho que escolhi estava interditado por causa do evento. Mas fora isso, muito bem organizado, a área de revezamento, a retirada do kit, largada, tudo feito com muita qualidade.

Tenda do Clube, massagistas e mesa de frutas.
Digo o mesmo da infra-estrutura feita pelo Clube da CoRRida, muito organizado, com mesa de frutas, guarda-volume, massagista, tudo perfeito. Isso facilita muito a vida de quem vai participar. 


E a galera estava em peso, 71 inscritos do Clube. 

Clube da CoRRida, marcando presença!

O dia também ajudou, penso que Deus tem um certo carinho especial por corredores de rua, o dia estava lindamente nublado ameaçando até chover, um clima mais do que perfeito para quem corre.

O cenário estava armado: Gente jovem e bonita, clima perfeito, tudo bem organizado só faltava eu correr. Pela ordem, largaria em segundo, depois da Renata. 

Foi dada a largada, logo em seguida foi liberado para os segundos corredores irem para os "boxes" e aguardar o corredor da sua equipe chegar. A ansiedade era grande, principalmente quando o pessoal começou a chegar por volta de 20min.  E ao mesmo tempo que ansiedade aumentava a adrenalina subia na mesma proporção, foi quando por volta dos 35 min de prova vejo a Renata chegando, não tinha mais jeito, chegou a hora de enfrentar o meu medo. 

Box de revezamento
A Renata chegou, peguei o bracelete e comecei a correr, procurando me concentrar ao máximo para a primeira e mais longa subida que começava logo depois de 1k. Procurei correr sempre em um ritmo confortável, para guardar energia para o final. O bom desse tipo de corrida é que não se vê ninguém caminhando, as vezes é um ou outro que caminha um pouco, mas logo volta a correr. Isso faz com que você não desanime durante a prova, ver um monte de gente andando, é um convite quase irresistível para andar também.

Passado 1K, chegou a subida,  como disse não era uma subida forte, mas longa, mas com a adrenalina  correndo no sangue,  quando fui me dar conta já estava no quase no seu final, isso já era no km 3.  E sempre passando por um ou outro do Clube da CoRRida, dando um breve, mas importante apoio moral.

Percebi que apesar de ter feito a primeira subida ainda estava com fôlego, o que me encorajou a enfrentar as outras duas subidas menores. Fiz sem problemas. Cruzei a linha de chegada em 36min22seg.

Faltando 250m para a chegada.

A equipe ficou em 132ª posição geral com o tempo total de 2h 22mim 26s, isso por "culpa" minha, pois, como era o único homem da equipe, acabamos sendo inscritos no revezamento masculino, se a equipe fosse apenas de mulheres  elas teriam ficado abaixo dos 100 melhores no revezamento feminino.

Fernanda largando.
Que lição eu tiro disso tudo? Treinar subidas, treinar muito. E que realmente só tememos aquilo que não conhecemos, achei que seria um bicho-papão e no fim não foi nada daquilo, mais uma vez consegui "me" vencer, terminei a prova sem dores, e dessa vez bem mais satisfeito.

Quero agradecer mais uma vez a Sueli, minha namorada, que me acompanhou, levantando cedo e "trabalhando" de fotógrafa, registrando tudo! Também quero agradecer as minhas amigas da equipe Fernanda, Renata e Roberta, valeu meninas!

Sueli, minha fotógrafa.

E agora preparar-me para a próxima corrida, que será mês que vem. Corrida Oba, 8K, e dessa vez nada de  medo! 

Medalha, mais uma para a coleção!

CoRRer sempre!













domingo, 3 de março de 2013

Disciplina e Dedicação Sempre!







A frase acima apesar de dramática não deixa de ser uma verdade. Pude comprovar isso ontem, participando da 17ª Corrida da Lua de Campinas.

Tentarei ser breve neste relato.  A organização da corrida foi dentro daquilo que estou acostumado a ver, apesar de ter participado de apenas quatro corridas até agora. Muita gente, e apesar da muvuca (o que é de se esperar já que não larguei com o pessoal  da elite), tudo correu (desculpe o trocadilho) perfeitamente bem.

Encontrei-me com o pessoal do Clube da Corrida faltando uns 20min para a largada, fizemos o alongamento e o aquecimento juntos e fui para o meio da multidão esperar a largada.

Primeiro largaram o pessoal dos 10K e depois o pelotão dos 6K (onde eu estava). A minha corrida começou depois de 13min que o pelotão de 10K já havia largado, ou seja, eles já estavam quase voltando e eu estava começando a minha prova.

O bom de uma corrida curta com muita gente é que você corre acompanhado a todo momento, sempre tem alguém para você passar ou alguém te ultrapassando. Isso faz com que você esqueça um pouco da distancia. Os primeiros 3K foram tranqüilos, já haviam se passado uns 20min de prova  e eu sabia que tinha fôlego para agüentar mais uns 15min, o que seria perto dos 5km. O quilometro final teria que ser meio que na raça. Porém por volta do terceiro quilometro, tinha a subida mais forte da prova, acho que são uns 200 ou 300 metros de subida, ela começa leve, mas o final é desgastante. Resolvi diminuir o ritmo para poupar energia, afinal ainda estava no meio da prova. Neste momento as minhas amigas do Clube da CoRRida que estavam comigo começaram a abrir uma distancia razoável e eu comecei a ficar para trás. "Tudo bem, o importante é chegar" pensei comigo.

O quarto e quinto quilometro foi uma reta só, porém, os 15 minutos que eu tinha de "gás" já haviam esgotados a algum tempo, a subida havia consumido mais do que eu imaginava. Foi quando ouvi uma das mulheres do staff gritando: "Só falta 1K! Vamos lá!" Aquilo me animou. "Falta pouco, você agüenta" pensei.

Nesse momento você tem que buscar forças a onde não existe mais, tem que recorrer a todo tipo de pensamento positivo e motivador que existe. Estava no quilometro final. Sabia que havia apenas mais uma pequena subida para chegar na reta final. Mas qual foi a minha surpresa ao ver que havia uma pequena mudança no percurso, sim, uma ridícula "curvinha" a mais (talvez para completar os 6K exatos) porém, essa curvinha ridícula também estava acompanhada de mais uma subida mais ridícula ainda, não chegava a ser 20 metros de subida.

Foi esse detalhe que a minha prova foi para o brejo, comecei a fazer a subida, nesse momento comecei a sentir cãibras, não em uma perna, mas sim nas duas! Cada passo era uma fisgada. Esgotado e com cãibras, não agüentei, tive que caminhar. Um sentimento de decepção e frustração me tomou. Fiz esse trecho caminhando, faltava uns 300 metros para chegada e ainda tinha mais uma subida. Porém nem tudo ainda estava perdido, olhei no meu relógio e ele marcava 42min de prova, ainda dava para fazer abaixo dos 45min, como eu queria.

Fiz a última subida caminhando, mas com passadas rápidas. Já podia avistar a linha de chegada e o meu relógio marcava 44min. "Tem que ser agora, com ou sem cãibras".  Respirei fundo e comecei a correr, não trotinho, mas correr mesmo como se a minha vida dependesse daquilo.  Fui passando varias pessoas, não pensava em nada, apenas em chegar. Cheguei; com cãibras (achei que as pernas iriam travar e eu pagar um mico gigante ali na frente de todo mundo). Acredito que foi abaixo dos 45 min, mas tenho que aguardar  o resultado oficial.

Esta corrida foi uma experiência única e especial para mim. "Quanto mais suor derramado nos treinos, menos sangue derramado nas batalhas". As duas semanas que estive doente e treinei pouco fizeram falta nesta corrida. Isso mostra o quanto os treinos são importantes para se fazer uma prova tranquila, de hoje em diante vou me dedicar muito mais ainda aos treinamentos. Com certeza se não tivesse ficado doente essas  últimas semanas conseguiria fazer abaixo dos 42min. 

Quero agradecer as minhas amigas Renata, Regina e Rubia, pela companhia (pelo menos até a metade da prova). A próxima chegaremos juntos. 

CoRRer sempre.








sexta-feira, 1 de março de 2013

Véspera Corrida da Lua 6K - Campinas




Estava lendo o que escrevi na postagem anterior. Já se passaram quase dois meses. Dois meses de readaptação. Pegar o ritmo de novo não é muito fácil. É bem diferente de você começar do zero. Quando você está no começo, qualquer quilometro corrido a mais, é motivo de festa. Agora quando se vem de uma lesão, e você sabe que corria 8K e quando volta, mal consegue correr 2K, é bem desanimador. A perseverança e concentração tem que ser dobrada, e como é angustiante, treino após treino, perceber que seu desempenho vai melhorando bem devagar. Tem que ter muita paciência e saber respeitar os limites do seu corpo.

O bom de tudo isso, é que consegui vencer a minha primeira batalha do ano. Venci a "canelite". A fisioterapia foi muito boa e resolveu 90% das minhas dores. O resto foi através de treinos leves, caminhadas e exercícios específicos, principalmente na piscina. Por fim, acabei por me matricular numa academia para trabalhar os músculos das pernas. Nunca gostei de academia. Sempre achei um ambiente muito vaidoso, as pessoas desfilando com seus corpos todo trabalhado, mais preocupadas em ficar se admirando nos espelhos do que qualquer outra coisa, sinceramente isso não é para mim. Mas a academia que encontrei não é muito grande, um preço acessível e o horário que freqüento, não vai muita gente, apenas algumas senhoras que estão lá por questão de saúde e não somente por pura vaidade. 

Mas voltando para a corrida. Amanhã começa o calendário de provas de Campinas. A minha primeira de 2013. A Corrida da Lua, a minha primeira corrida noturna. Serão 6K, uma volta por fora da Lagoa do Taquaral abrangendo a Praça Arautos da Paz. O trajeto é mais do que conhecido por mim, há apenas duas subidas, uma quase na metade da prova, e a outra na última curva, ela é pequena, mas subida é sempre subida, não importa o tamanho. 

Apesar de não estar correndo para disputar o pódio (quem sabe um dia), também não estou lá para passear. E o meu objetivo é vencer, ganhar de mim mesmo, eu sou o meu maior adversário. Calar a boca da voz que fica na minha cabeça que desde o primeiro passo, fica me tentando a desistir. Sei que parece coisa de maluco, mas quando estou correndo tudo é motivo para parar ou desistir. Quando corro, sempre estou lutando comigo mesmo.

Minhas expectativas para esta corrida não são das melhores, algumas semanas atrás eu consegui fazer o percurso completo da prova em um treino, porém estou vindo de uma gripe um pouco forte. Os sintomas da gripe se foram, apenas restou uma tosse chata que não quer ir embora. E isso acabou atrapalhando as minhas duas ultimas semanas de treino que antecedem a corrida de amanhã. 

Com certeza precisarei de  muita concentração e força de vontade para terminar a prova, acredito que seu chegar até a primeira subida bem, conseguirei levar a prova até o final. Pretendo fazer abaixo de 45min. mas para mim, um tempo muito bom seria abaixo de 42min. 

Sei que não preciso levar isso tão a sério. Afinal, estou lá para me divertir e fazer uma coisa que eu adoro e que mudou muito a minha vida; correr. Mas um pouco de drama e suspense acaba sempre sendo um tempero a mais para dar um sabor especial na Chegada. 

CoRRer Sempre!







sábado, 5 de janeiro de 2013

Que venha 2013!







Primeiro treino de 2013, 3K.

Sei que parece pouco depois de 4 meses de treino, mas estou voltando de uma lesão. 
Síndrome de Estresse do Medial Tibial ou Periostite Medial de Tíbia, que é uma inflamação do principal osso da canela mais popularmente conhecida como Canelite. O pior não é a dor o pior é que demora um pouco para curar.

Após terminar a corrida do Ayrton Senna Racing Day no dia 2 de Dezembro de 2012, parei por quase um mês para fisioterapia. 

A corrida ainda está na minha memória, cada km, cada curva e subida. Foi algo maravilhoso! Principalmente porque esta verdadeiramente foi uma prova de superação. Havia feito um ou dois treinos para esta prova, pois já vinha apresentando dores na região da panturrilha direita. Tomei um relaxante muscular e fui com a fé e a coragem. Terminei a prova em aproximadamente 34 minutos.

Depois disso parei de correr, fiz 10 dias de fisio o que ajudou muito, diminuiu a minha dor em 90%. Ainda sinto uma pequena dor, um pouco mais forte depois que corro.  Mas tenho colocado gelo o que melhora muito. 

Estou escrevendo hoje depois de tanto tempo, pois confesso que estava muito desanimado, pensando mesmo em parar  com a corrida, é muito desanimador ver tudo aquilo que você construiu com muito esforço ir embora em duas semanas. Foi isso que aconteceu comigo, por causa da dor, parei de treinar por duas semanas, quando melhorou um pouco e retornei ao treino alguns dias antes da corrida em Interlagos, mal conseguia correr 2K. 

Mas acho que fui pego pela febre do corredor. Comecei a lembrar das corridas que fiz, dos treinos, das pessoas que me incentivaram e que acreditam em mim, principalmente meus familiares e a minha noiva, não podia parar, mesmo porque estou viciado em correr, e esses dias que fiquei parado pareceram uma eternidade, não via a hora de poder voltar a correr.

E hoje, 5 de Janeiro de 2013 estou de volta! Corri apenas 3K. Mas foi muito melhor do que ter ficado em casa dormindo. Acordei as 6:30 da manhã, tomei um banho, fiz a barba (xô depressão), tomei meu café a base de aveia e banana, arrumei meu uniforme como um noivo se arruma para um casamento.

E 8:30h da manhã lá estava eu, em frente ao portão 7 da Lagoa, revendo meus colegas de treino e desejando um feliz 2013 a eles. Isso foi muito revigorante, parecia que estava no meu primeiro dia de treino.

Fizemos um aquecimento mais puxado para a musculatura das pernas o que eu achei ótimo, pois é disso que estou precisando. E depois corri 3K em 22 minutos. Uma media de 7,3 min/Km. Mas isso não interessa por enquanto. O importante é que eu corri. E isso me fez como se eu tivesse renascido das cinzas, sentir o prazer de correr novamente não tem preço! Você que não corre, precisa experimentar muito isso! Me desculpe, mas não tenho palavras para descrever o que é correr para mim.

2013 começa agora. E são muitos os planos para esse ano na corrida. Quero dedicar este ano exclusivamente para isso, quero ver onde vou parar. Pedi demissão do emprego para poder ter mais tempo a me dedicar a isso, estou trabalhando por conta agora. Esse ano tenho algumas metas: Eliminar 10Kg e pesar  entre 70kg a 74kg. E também pretendo participar no mínimo de 4 provas aqui em Campinas e no final do ano a sonhada São Silvestre. Loucura? Talvez, mas como poderia me arrepender disso se não tivesse feito?

O que mais preciso hoje é das orações e torcida de vocês, isso vale muito! Antes de vencer  alguma corrida preciso muito vencer esta lesão. Acredito muito que vencerei essa fase, pois esse momento que vivo serve apenas para acrescentar experiência na minha vida, sei que o que estou passando hoje de alguma forma me será útil algum dia.

A todos vocês que me acompanham nesta jornada, um feliz 2013! Espero de alguma forma poder incentiva-los a praticarem alguma atividade física!. 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Corrida Circuito Athenas III Etapa - São Paulo




Quinta-feira, 08 de novembro de 2012


04 de novembro de 2012, um dia que ficará marcado na minha memória por muito tempo. Minha primeira corrida de 10K na minha vida. Nunca havia corrido isso. Muito emocionante, principalmente por tudo que aconteceu semanas antes do evento.

Uns quinze dias antes da corrida comecei a sentir uma dor no pé direito, achava que era apenas um excesso de esforço, afinal estava treinando para baixar meu pace. O objetivo era fazer um tempo abaixo de 6mim o quilometro. 

Os dias foram passando o dia do evento se aproximando e nada da dor passar. O treinador dizendo precisava alongar mais o pé direito e após os treinos tratar com gelo. De fato a dor sumia na hora, mas quando o treino terminava, a dor estava de volta.

Na semana da corrida ainda estava com dor, fui ao médico que diagnosticou distensão na panturrilha e pediu para que não fizesse nenhuma atividade física. Decepção total.

No dia seguinte conversei com o treinador, fizemos uns testes, um alongamento mais especifico a dor havia sumido. No sábado um dia antes da corrida, fiz mais alongamento e novamente não sentia nada, no final do treino a grande surpresa. Quando fui pegar o meu kit da corrida, descobri que estava inscrito para a prova de 10K e não de 4K como imaginava. Perguntei ao Halim o por que. "Se tem que estrear uma prova de 10K, essa é a corrida" - respondeu.

Naquele sábado trabalhei em um casamento, porem sai mais cedo para poder descansar, pois o ônibus sairia por volta das quatro horas da manhã. Fui deitar eram quase vinte e duas. Despertei uma hora da madrugada com meus vizinhos da frente fazendo festa. A música atravessava a rua e entrava direto pela janela do meu quarto, o pior é que era uma porcaria de sertanejo. Não consegui dormir mais. 

O Flavio, meu vizinho, que também iria participar da prova passou as três e meia em casa. Fomos até a Lagoa onde o ônibus sairia. A viagem foi tranquila, consegui cochilar um pouco até pararmos no Frango Assado para o café. Comi um pão de queijo e um suco de laranja.  Continuamos a viajem. 

Chegamos no local era quase seis horas da manhã. A largada era as sete. Uma área bem grande, próximo a Marginal Pinheiros, havia um bom número de estanders de produtos voltado para o corredor de rua, tênis, revistas, suplementos alimentares, massagem e etc. e muita, mas muita gente.



Assim que desci do ônibus, ja fui alongando. Estava preocupado com o meu pé e se aguentaria correr mais de uma hora direto sem parar. Pelas caixas de som, foi anunciado que os participantes fossem até o local da largada, nesse momento começou a dar um frio na barriga a hora estava chegando.

O meu percurso de 10K era uma reta, totalmente plano. Corria 5k e voltava. O tempo estava completamente nublado, faltando pouco para chover, mas Deus foi bom, não choveu. A temperatura estava muito agradável.

Nesse momento eu me via perdido em um mar de gente, ao contrário da Corrida Integração resolvi largar em meio a galera. A ansiedade tomava conta, os meus pensamentos estavam no meu pé, naquele momento não sentia dor. De repente, a largada.

Levei uns dois minutos para chegar até a largada. Até lá fui caminhando, respirando fundo, e tentando mentalizar o percurso. Assim que passei o portal da largada não tinha mais volta, correria mais de uma hora sem parar, essa era minha meta, 10K sem paradas.

Corri muito tranquilo, sabia que cinco quilômetros era possível, só tinha que administrar a respiração para ter fôlego até o final. Enquanto corria era ultrapassado por muitas pessoas, achei que se continuasse assim chegaria em último, mas não me importei, não podia forçar senão não chegaria até o final e ainda estava apenas no começo. 

2K. O primeiro retorno para o pessoal que estava correndo 4K, naquele momento uma voz na minha cabeça: "Vou voltar, não vou conseguir mesmo". Olhei no relógio, não marcava nem 20min. Respondi para mim mesmo: " Já aguentei 50min direto em um treino, vou correr esse tempo, depois vejo se continuo." É importante ficar lembrando desses momentos dos treinos, é um incentivo a mais, se consegui uma vez conseguiria de novo.

4K. O primeiro posto de água. Não estava com sede, mas estava transpirando bastante, peguei um copo, abri e joguei sobre a cabeça. Me senti um pouco melhor, faltava apenas 1 quilometro para a metade do percurso.

5K. O segundo retorno ficava a minha esquerda, a minha direita, o pessoal que estava correndo os 21K. Dei uma olhada no que eles haviam de percorrer ainda: a subida da ponte. Longa e íngreme. O pior é que eles teriam que passar por ela mais de uma vez, agradeci a Deus porque estava correndo apenas 10K.

Metade da prova estava completa. Me emocionei ao pensar nisso. Minhas pernas não doíam, principalmente o meu pé. Pelo meus cálculos um pouco mais de 30 minutos e chegaria no final. 

 6K. O segundo posto de água. Aproveitei nesse momento para tomar o gel energético. O ideal é tomar antes de se sentir fadigado. Nesse momento já pude perceber algumas pessoas caminhando. Fiquei imaginando que logo chegaria a minha hora de caminhar também. Mais do que depressa apaguei essa ideia da cabeça. Pensamentos negativos naquele momento não! 

7K. A minha primeira marca alcançada. Já haviam se passado mais de 50 minutos de corrida.

8K. Estava bem cansado, mas não ofegante o que me deixou confiante."Dá para chegar até o final" - pensei. Porém as minhas pernas estavam começando a pesar. Por todo percurso havia os fiscais da prova que orientavam e incentivavam o pessoal com gritos de apoio. Parece que não, mas isso ajuda muito. Bem que naquele momento, qualquer coisa ajudava muito. Concentrei-me ainda mais. "Em menos de 20 minutos estaria cruzando a linha de chegada" - pensei. Acho que esse foi o km mais difícil.

9K. "Só mais 1K, 1000 metros, mais 7 minutinhos".  Agora que eu não iria parar mesmo. Já podia avistar de longe a linha de chegada, logo começou aparecer as placas de 500 metros para o final e a cada 100 metros surgia outra. Não sei se isso foi bom ou ruim, comecei a ficar angustiado pois a impressão que se tinha é que as placas estavam bem mais longe do que 100 metros. 

Naquele momento corria apenas com o coração. Não sentia mais minhas pernas e não conseguia concentrar-me na respiração.  Aos poucos a música ia aumentando, era sinal que estava cada vez mais próximo da chegada. Pensei em dar uma acelerada no final, mas fiquei com receio de não ter fôlego nem para isso.

10K. A chegada. A primeira coisa que fiz foi agradecer a Deus fazendo o sinal da cruz. Me emocionei muito, só não chorei porque o cansaço foi maior. Estava com muita fome. Um vazio no meu estômago. Mas apesar do cansaço, da perna pesada, da fome, um sonho havia se realizado. Consegui correr uma prova de 10K, algo antes inimaginável pela minha pessoa. Algo que planejava fazer apenas em 2013.



Concluindo. Foi uma emoção sem igual. O sentimento de dever cumprido. Senti-me como se tivesse chegado em primeiro lugar em uma Olimpíada. Acredito que todos nós que cruzamos aquela linha de chegada naquele dia, indiferente da distancia percorrida nos sentimos assim. 



Quanto a dor? Ela ainda continua. falarei sobre isso depois. Por hora, quero continuar sentindo essa sensação maravilhosa de superação.













sábado, 3 de novembro de 2012

Véspera da Corrida Athenas em SP. DESAFIO!


Meu número, detalhe para os "10K". Surpresos? Eu também!


Sábado, 03 de Novembro de 2012


Essas duas semanas foram uma tempestade de emoções. Amanhã faço a minha segunda corrida e estréio a minha primeira corrida fora de Campinas, correrei em São Paulo, o Circuito Athenas.

Até ai tudo bem se não fosse por dois detalhes:

O primeiro: Apareceu uma dorzinha chata e incômoda no meu pé direito, próximo ao tornozelo, uma dor a ponto de me fazer mancar enquanto ando e impossibilitando de correr.

Fui ao médico nesta terça-feira esperando que ele me passasse algum remédio para que tirasse a dor, mas qual foi a minha surpresa quando ele diagnosticou estiramento na panturrilha, após ter feito um breve exame. Vi a corrida de São Paulo indo por água abaixo. Ele me passou 20 dias de afastamento e 10 dias de fisioterapia. Fiquei muito chateado. Inconformado resolvi colocar a minha frustração no Facebook. Apareceram alguns comentários de apoio e por fim o Halim pedindo para que eu aparecesse na quarta-feira para conversar sobre esta contusão.

Na quarta-feira tive um dia bem corrido no meu trabalho, acabei por fazer algumas filmagens externas o que me atrasou para chegar na hora nos treinos, mas mesmo atrasado acabei por ir. Ao chegar, o pessoal já estava terminando o aquecimento e após o Halim ter passado as instruções de treino para a turma, ele veio falar comigo. Disse que o que eu tinha não era estiramento, e sim que o meu pé não estava alongado suficiente. E agora? Quem estava certo? O médico ou meu treinador? Ficaria 20 dias encostado ou faria um alongamento mais forte e tratamento com gelo e correria no domingo? 

Pensei e não demorei muito para tomar minha decisão. Iria correr. Afinal, o meu treinador vem acompanhando o meu rendimento e meus treinos a 4 meses. Ele me conhece mais do que o médico que por mais competente que seja me examinou nem por 15 minutos. E outra coisa, fizemos alguns exercícios e conforme ia fazendo o alongamento e aquecimento a dor diminuía.

Passei a quinta-feira fazendo alongamento e gelo e ontem fiz uma caminhada de 2h, aproximadamente 8K,  no começo doía um pouco a ponto de mancar, mas conforme ia andando e alongando a dor ia passando. Enfim passei a sexta-feira sem dor nenhuma.

Hoje porem foi o dia D, saberia se teria condições de ir ou não definitivamente.

Fiz o alongamento tranqüilo, um pouco de dor no inicio, depois fui para o aquecimento comecei trotando. As primeiras passadas a dor insistia em permanecer, mas logo foi passando, acelerei um pouco mais a passada e por fim fiz uma corrida mais forte. Dor? Nada. A esperança de fazer os 4K de Athenas havia renascido.

Mas como havia comentado no começo desse texto há dois detalhes. O segundo detalhe foi a surpresa que o meu treinador fez para mim. Ao invés de me inscrever nos 4K ele me colocou para correr 10K! 10K? Caramba! O máximo que corri até hoje foram 8,8K! Ele disse que se tiver que estrear em uma prova de 10K teria que ser essa.

E como me sinto agora? Desafiado. Desafiado a superar o meu limite. Com isso não quer dizer que eu vá me matar na corrida. Saber respeitar o limite do corpo é muito importante e estou consciente disso, se não der, não deu e pronto. Mas se eu conseguir (e eu vou conseguir pela minha capacidade e pela fé), vai ser uma vitória enorme, correr 10K sem parar. Mais uma meta a ser alcançada.

Se a minha estratégia era correr contra o tempo, fazer 4K abaixo dos 24min. agora, a minha meta será cruzar a linha de chegada (vivo).

Continua...


PS: O que vai acontecer, se o meu pé vai piorar após a corrida ou não, eu não sei. Quero deixar claro que a decisão de correr foi minha e eu assumo total responsabilidade com as conseqüências.