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| Meu número, detalhe para os "10K". Surpresos? Eu também! |
Sábado, 03 de Novembro de 2012
Essas duas semanas foram uma tempestade de emoções. Amanhã faço a minha segunda corrida e estréio a minha primeira corrida fora de Campinas, correrei em São Paulo, o Circuito Athenas.
Até ai tudo bem se não fosse por dois detalhes:
O primeiro: Apareceu uma dorzinha chata e incômoda no meu pé direito, próximo ao tornozelo, uma dor a ponto de me fazer mancar enquanto ando e impossibilitando de correr.
Fui ao médico nesta terça-feira esperando que ele me passasse algum remédio para que tirasse a dor, mas qual foi a minha surpresa quando ele diagnosticou estiramento na panturrilha, após ter feito um breve exame. Vi a corrida de São Paulo indo por água abaixo. Ele me passou 20 dias de afastamento e 10 dias de fisioterapia. Fiquei muito chateado. Inconformado resolvi colocar a minha frustração no Facebook. Apareceram alguns comentários de apoio e por fim o Halim pedindo para que eu aparecesse na quarta-feira para conversar sobre esta contusão.
Na quarta-feira tive um dia bem corrido no meu trabalho, acabei por fazer algumas filmagens externas o que me atrasou para chegar na hora nos treinos, mas mesmo atrasado acabei por ir. Ao chegar, o pessoal já estava terminando o aquecimento e após o Halim ter passado as instruções de treino para a turma, ele veio falar comigo. Disse que o que eu tinha não era estiramento, e sim que o meu pé não estava alongado suficiente. E agora? Quem estava certo? O médico ou meu treinador? Ficaria 20 dias encostado ou faria um alongamento mais forte e tratamento com gelo e correria no domingo?
Pensei e não demorei muito para tomar minha decisão. Iria correr. Afinal, o meu treinador vem acompanhando o meu rendimento e meus treinos a 4 meses. Ele me conhece mais do que o médico que por mais competente que seja me examinou nem por 15 minutos. E outra coisa, fizemos alguns exercícios e conforme ia fazendo o alongamento e aquecimento a dor diminuía.
Passei a quinta-feira fazendo alongamento e gelo e ontem fiz uma caminhada de 2h, aproximadamente 8K, no começo doía um pouco a ponto de mancar, mas conforme ia andando e alongando a dor ia passando. Enfim passei a sexta-feira sem dor nenhuma.
Hoje porem foi o dia D, saberia se teria condições de ir ou não definitivamente.
Fiz o alongamento tranqüilo, um pouco de dor no inicio, depois fui para o aquecimento comecei trotando. As primeiras passadas a dor insistia em permanecer, mas logo foi passando, acelerei um pouco mais a passada e por fim fiz uma corrida mais forte. Dor? Nada. A esperança de fazer os 4K de Athenas havia renascido.
Mas como havia comentado no começo desse texto há dois detalhes. O segundo detalhe foi a surpresa que o meu treinador fez para mim. Ao invés de me inscrever nos 4K ele me colocou para correr 10K! 10K? Caramba! O máximo que corri até hoje foram 8,8K! Ele disse que se tiver que estrear em uma prova de 10K teria que ser essa.
E como me sinto agora? Desafiado. Desafiado a superar o meu limite. Com isso não quer dizer que eu vá me matar na corrida. Saber respeitar o limite do corpo é muito importante e estou consciente disso, se não der, não deu e pronto. Mas se eu conseguir (e eu vou conseguir pela minha capacidade e pela fé), vai ser uma vitória enorme, correr 10K sem parar. Mais uma meta a ser alcançada.
Se a minha estratégia era correr contra o tempo, fazer 4K abaixo dos 24min. agora, a minha meta será cruzar a linha de chegada (vivo).
Continua...
PS: O que vai acontecer, se o meu pé vai piorar após a corrida ou não, eu não sei. Quero deixar claro que a decisão de correr foi minha e eu assumo total responsabilidade com as conseqüências.

Um comentário:
Lembre-se da dica do Vital: ainda que com passos de formiga, mas sem desistir :-) Você é um guerreiro, Adilson. Cuide bem da perna a cada passada. Nos vemos lá!
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